COMO TUDO COMEÇOU: O Brasil é um verdadeiro laboratório de técnicas de corrupção. Estas estão disseminadas em todos os setores da sociedade brasileira, desde o “jeitinho brasileiro” até os mais altos sofisticados níveis de corrupção arraigados no governo federal. O Governo brasileiro é uma verdadeira máquina criada e desenvolvida para administrar o aparelhamento político-partidário do Estado com o objetivo de aprimorar o desvio de verbas públicas por meio de fraudes “institucionalizadas”. Durante a administração do Partido dos Trabalhadores, no entanto, a situação saiu do controle. A estratégia de coordenação da corrupção se esfacelou. Houve um híper-fortalecimento do poder central e um enfraquecimento dos sistemas periféricos de corrupção que resultaram em uma “ditadura do sistema central de corrupção”, o qual, travestido de “democracia popular”, s...
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OPERAÇÃO CORROSÃO Embora a história que vou contar esteja inserida-se no contexto de corrupção endêmica então existente na Petrobras durante no período de 2004 a 2014 , vou falar apenas da aquisição da Refinaria de Pasadena, nos EUA. A vigésima fase da Operação Lava Jato, Operação Corrosão, dedicou-se exclusivamente a esta aquisição; por isso, não é um evento menor, e eu sempre achei que merecia uma narrativa exclusiva, já que só se fala da transação em conjunto com os demais crimes apurados pela Políica Federal. A Operação Corrosão demonstrou o pagamento de vantagens indevidas a altos funcionários da empresa e descobriu que o grupo criminoso que vitimou a Petrobras atuou também na compra da referida Refinaria.
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO A compra pela Petrobras da Refinaria de Pasadena no Texas (EUA), em 2006, no entanto, ganhou ainda mais repercussão porque foi aprovado diretamente pelo Conselho de Administração da estatal, na época, quem presidia o referido Conselho de Administração , era a então Presidente da República, Dilma Rousseff . A Petrobras pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria (US$ 190 milhões pelo ativo em si e US$ 170 milhões pelo estoque de petróleo que estava em seus tanques e não poderia ser retirado. O valor de 190 milhões foi muito superior ao pago um ano antes pela empresa belga Astra Oil pela refinaria: US$ 42,5 milhões. Não se sabe o quanto foi pago pelo estoque naquela operação. Talvez nada, pois a Astra mantinha um contrato para processar seu próprio petróleo na Refinaria, que então pertencia à Crown Central Petroleum.
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