COMO TUDO COMEÇOU:
O Brasil é um verdadeiro laboratório
de técnicas de corrupção. Estas estão disseminadas em todos os setores da
sociedade brasileira, desde o “jeitinho brasileiro” até os mais altos
sofisticados níveis de corrupção arraigados no governo federal. O Governo
brasileiro é uma verdadeira máquina criada e desenvolvida para administrar o
aparelhamento político-partidário do Estado com o objetivo de aprimorar o
desvio de verbas públicas por meio de fraudes “institucionalizadas”.
Durante a administração do Partido
dos Trabalhadores, no entanto, a situação saiu do controle. A estratégia de
coordenação da corrupção se esfacelou. Houve um híper-fortalecimento do poder
central e um enfraquecimento dos sistemas periféricos de corrupção que resultaram
em uma “ditadura do sistema central de corrupção”, o qual, travestido de
“democracia popular”, sustentou a base político-partidária do Governo Federal
por meio de práticas como o mensalão.
No início da era Lula, os EUA
percebiam, por exemplo, a Petrobras como uma empresa líder de mercado, idônea e
líder em tecnologia de exploração de petróleo em águas ultraprofundas. A
verdadeira base para o futuro crescimento econômico do Brasil, Neste cenário, o
Presidente Barack Obama visitou o Brasil para assinar contratos de pré-compra
da futura produção do petróleo da camada do pré-sal do litoral brasileiro.
No entanto, o aparelhamento político
imposto a fórceps pelo Partido dos Trabalhadores e seus aliados na Petrobras,
com os altos pedágios cobrados pelos partidos políticos para que seus “apadrinhados” continuassem ocupando os
cargos de confiança que mantinham na estatal brasileira. Pedágios que os
“apadrinhados” sempre pagaram com satisfação, pois a era PT possibilitou aos
Diretores da Petrobras o acesso a esquemas de corrupção que nem o maior dos
corruptos de administrações anteriores esperava ter nas mãos.
Paulo Roberto Costa, diretor da
Petrobras entre 2003 e 2012, não passava de um simples engenheiro de carreira
da empresa até ser nomeado Diretor com apoio do PP. A partir de então,
tornou-se bilionário comandando um esquema de arrecadação de propinas dentro da
estatal. Cada empreiteira que quisesse trabalhar para a área de Abastecimento
da Companhia, ou mesmo vender produtos ou insumos, deveria pagar um pedágio ao
esquema que também envolvia o doleiro Alberto Youssef como arrecadador e
repassador da propina aos políticos que “apadrinhavam” Paulo Roberto Costa.
Youssef criava empresas fantasmas no
Brasil e em paraísos fiscais, fabricava notas de prestação de serviço falsas
para justificar a propina, organizava o
transporte do dinheiro em espécie em malas e mochilas e aplicava
codinomes a pessoas e operações. Tinha acesso privilegiado aos centros de
poder, conseguindo reuniões em Ministérios e seus clientes incluíam caciques
políticos, autoridades federais de alto escalão e empreiteiros. Youssef agia
como um “facilitador”, por assim dizer.
Enquanto a Petrobras vinha
acumulando prejuízos bilionários, o Governo brasileiro, por meio de manobras
contábeis e financeiras, fazia crer que a saúde da empresa ia bem e que a
economia do Brasil prosperava.
A Operação Lava-Jato é uma espécie
de resposta indignada da sociedade a este estado de coisas.
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